11/06/2014

50 anos depois...

50 anos depois...
No dia 11 de junho (quarta-feira), o especialista em compras Antonio Usevicius, 78 anos, completará 50 anos como funcionário da AGCO, feito que faz dele também o colaborador mais antigo da companhia. Extremamente carismáticos esse filho de lituanos é também uma figura imponente que chama a atenção na unidade de Canoas onde trabalha. A alta estatura, os olhos de um azul cristalino e os movimentos enérgicos lhe conferem uma aura de poder. Mas logo se vê que Antônio é, na verdade, um pacificador. Com voz mansa e um sorriso brando, completa a frase que abriu a conversa. “O passado serve de aprendizado, mas ficou pra trás. Vivo apenas do presente”, ensina o funcionário mais antigo da empresa. Para entender a história de Antônio é preciso voltar no tempo. Nascido em São Jerônimo, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), Antônio aos 4 anos se mudou com os pais, um metalúrgico e uma dona de casa, para Porto Alegre e, aos 14, começou a atuar na indústria. “Vendo que eu tinha muita habilidade manual, os chefes me davam as tarefas mais complicadas. Acabaram me adotando. Com 15 anos, já era ferramenteiro”, conta ele, que na mesma época se graduou pela Escola Técnica Parobé. Daquele momento até a entrada na AGCO se passou mais de uma década. “Comecei na empresa em 1964, com 28 anos”. Casado há 54 anos com Maria Martinha, ele tem cinco filhos, 11 netos e três bisnetos. E é justamente da vida conjugal que vem combustível para o incansável Antônio. “É maravilhosa a vida de casado. Minha esposa é minha força”, revela, emocionado, ao falar da companheira, que esteve ao seu lado até mesmo durante as longas temporadas que passou em projetos da AGCO no Iraque, nos anos 1990. “Ela sofreu com a cultura de lá, mas nunca deixou de me apoiar. Estamos sempre em lua-de-mel”. Outro suporte para Antônio é a fé. Evangélico, é inabalável em sua crença, mas não leva a sério os rótulos, prefere reforçar o poder das boas ações. “Não quero saber de que religião as pessoas são. Somos todos irmãos”, afirma ele, que quando não está trabalhando ou na igreja, gosta de pescar. O tempo que sobra, é dedicado aos pequenos integrantes da prole. “Brinco com meus netos e bisnetos. Eles me deixam em forma”, conta. A agenda de Antônio é assim, lotada. E embora a família reclame da ausência em casa, aposentadoria é algo que nem passa pela sua cabeça de cabelos brancos. Se depender dele, muitos outros desafios serão vencidos e muito conhecimento será absorvido e compartilhado na AGCO. “Quando a gente para, a mente e o corpo enferrujam. Enquanto eu for útil na empresa, e me dizem que sou, vou permanecer”.