30/03/2007

Força-Tarefa do ISOBUS no Brasil realiza workshop

Evento trouxe ao país especialistas internacionais para discutir a normatização dos sistemas eletrônicos para máquinas agrícolas. O encontro aconteceu na sede da Embrapa, em São Carlos/SP, no mês de março.
Nos dias 1° e 2 de março foi realizado na sede da Embrapa, em São Carlos/SP, o primeiro workshop sobre ISOBUS no Brasil. O ISOBUS é o termo utilizado para o padrão ISO11783 para sistemas eletrônicos embarcados em máquinas agrícolas que facilitam a integração, o desenvolvimento e o uso de tecnologia embarcada. Uma das principais vantagens para o usuário é que o padrão facilita a conexão eletrônica do trator com o implemento, permitindo que o terminal instalado no trator consiga operar e monitorar as funções de todos os implementos que sejam compatíveis. Assim, na troca de uma plantadeira para um pulverizador, por exemplo, o operador desconecta o conector padrão na traseira do trator e, ao voltar a conectar, automaticamente as informações do novo implemento são carregadas para o terminal do trator. O objetivo é tornar esta conexão tão simples quanto o sistema de engate de três pontos. O evento contou com a participação de representantes de instituições de normatização da Europa e Estados Unidos, engenheiros das empresas que desenvolvem tecnologias nesta área e das principais empresas envolvidas no desenvolvimento e utilização da tecnologia em nível mundial. O principal objetivo do encontro foi trazer as informações mais atualizadas sobre este padrão para os desenvolvedores no Brasil. Entre os palestrantes, Antonio Mauro Saraiva, coordenador no Brasil da Força Tarefa ISOBUS (FTI); William Rudolph, coordenador da Força Tarefa Norte Americana;. Dean Pelberg, da AEM que apóia a iniciativa americana; e Hans Jürgen, do Grupo de implementação Europeu (IGI). O debate demonstrou que o ISOBUS já é uma realidade na Europa e nos Estados Unidos. Quando questionados sobre os riscos de uma empresa investir nesta padronização nos seus produtos a reposta foi unânime. O risco não é de investir em ISOBUS mas sim deixar de investir ou não considerar está tendência. Ricardo Ianamasu, organizador do evento e pesquisador de Embrapa Instrumentação reforçou que o padrão ISOBUS tem uma grande abrangência e toca em diversas áreas de eletrônica, mecânica, lógica, interface e informática. “O evento conseguiu reunir em um único local e de uma forma equilibrada informações sobre todas essas áreas atendendo a interesses diversos dos participantes e mostrando de forma clara as oportunidades deste processo de padronização”, disse. Além disso, foi possível aliar a teoria com a prática nos exemplos apresentados no Plugshow dando a oportunidade de visualizar e corrigir as falhas. A apresentação de Mike Schmidt, da AGCO (foto), concentrou nas ferramentas e fornecedores de hardware e software disponível hoje no mercado para o desenvolvimento do ISOBUS, bem como o seu custo de aquisição e implementação. Segundo ele existem muitos componentes como terminais e computadores já desenvolvidos e prontos para serem utilizados. “Para quem desenvolve é importante definir onde estão as oportunidades de desenvolvimento e se concentrar nos pontos que realmente trazem um diferencial”, ressaltou. Links relacionados: Força Tarefa ISOBUS: www.isobus.org.br ISOAgLib: www.isoaglib.org